América do Norte

Quebec

Em junho estive em Quebec, berço da França no novo mundo. Começo dizendo isso porque o que mais me marcou nessa província canadense foi justamente a sua francesidade. Dizem que em outras cidades da própria província, como Montreal são diferentes, mas como não estive lá… Fiquei com a impressão de que a cidade de Quebec, ou Ville du Quebec é mais francesa do que a própria Paris.
Sim! Oui madam! A arquitetura, a língua, a comunicação… E paro por aí, pois meus conhecimentos e imaginários sobre esse mundo afrancesado são limitados, risos.
Isso claro não é demérito a nenhuma das cidades, ao contrário. Para mim só demonstra que Paris é hoje uma cidade do mundo, dos imigrantes, da globalização, da áfrica, do diverso. Ao passo que Quebec é a luta pelo mantenimento do estável e do identificavelmente histórico. São lindas. E talvez essa comparação seja totalmente esdrúxula e fora de lugar. Então vamos deixar de divagar sobre isso e bora falar da viagem?
A começar pela companhia aérea! Eu tinha sim um imaginário sobre a Air Canada, membro da star alliance e etc, achava que era no mínimo boa como a Tam. Ai ai, que nada. eu diria que ela é…. UM LIXO. passamos maus bocados. Não gosto de me queixar de linhas aéreas, acho esnobe e ponto, mas dessa vez é inevitável, principalmente sobre a grosseria dos tripulantes, comida e entretenimento de bordo. ok, next;

Fui para lá com o propósito de atender a um evento sobre rotas culturais turísticas, acompanhada de minha mãe. O evento foi ótimo, o trabalho apresentado foi bastante positivo e os contatos feitos idem.  Uma vez lá, visitei uma universidade parceira da Unicentro, a UQTR em uma cidadezinha lindinha chamada Trois Rivers (para chegar lá fizemos o Caminho do Rei, ou Le Roy Chemin, lindo lindo lindo ao longo do Rio São Lourenço) e estivemos o restante da semana em Quebec City mesmo, passeandinho entre um compromisso e outro.
Posso dizer que tudo o que visitei é primorosamente bem cuidado, bonito, caprichado, moldurado por um céu azul convidativo a uma caminhada!
As pessoas nos foram gentis, embora falar inglês as vezes era desafiante, principalmente fora do centro histórico de Quebec, que é a parte mais turística – e tombada pela UNESCO.
Era coisa bonita de se ver como as pessoas de forma geral pareciam ser todas iguais, vindas de fato de uma sociedade equitativa…. vestiam-se de forma similar, usavam carros semelhantes, apresentavam modos parecidos, nas lojas ninguém reparava a roupa que você usava para saber que tratamento dispensar-lhe… Dava gosto de ver sim…
A comida é que não era lá aquelas coisas… mas dava para levar. Embora a variedade étnica migratória que povoa o Canadá se refletia em restaurantes, por motivos de prudência sanitária preservacionista (risos) arriscamos pouco e ficamos com a soupe du jour em muitas refeições. O Maple (bordo) é o rei em muitos casos como ingrediente, mas algo me diz que isso era mais para a turistada.
Quebec é uma cidade sem ratos, gatos ou cães. Com arte, pães e doces. Sem marginais, drogas ou perigos aparentes. é um jardim é um cenário. parece que saiu de um sonho, de um imaginário… será que existe um underground pesadão e não vimos? favelas? pobreza? bêbados e drogados pelas calçadas? onde eles vivem? Não vimos e nem procuramos ver! Isso temos no quintal de casa…
Queria voltar logo para casa, alias, queríamos: é chato viajar sem os maridos, depois de uma semana. Mas agora quero retornar para o Canadá, para explorar Toronto, Montreal e Vancouver pelo menos.  Quem sabe né?
Vamos às fotos que eu sei bem que vocês querem ver?!:

próxima parada: Santiago do Chile

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