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Preparativos para um ano fora de casa

Estive fora de casa durante todo o ano de 2015. Passei este ano em Sevilla, Espanha, cursando pós doutorado com bolsa do governo brasileiro (Capes). Aliás, aqui neste link tem um índice de todos os posts da Espanha e neste link todos os posts sobre Sevilha.

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Eita que cidade mais linda!

 

E  muita gente me perguntou ao longo deste período: O que você fez com a sua casa? Hehehe, só a casa?

Olha, para ficar um longo período fora de casa eu recomendo tomar algumas providências. Bem eu tomei tá?

Como moro em apartamento, uma parte da preocupação com segurança, jardim e etc diminui.

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pra ir sem dó.

Cancelar os serviços que não vai usar. No meu caso eu cancelei a Sky e a linha do celular. Como não queria ficar sem o número do celular, deixei no modo pré pago e a cada 90 dias meus pais colocavam quinzão de crédito. Funcionou muito bem.

Colocar todas as contas em débito automático em conta. Eu decidi que não suspenderia água, luz, telefone e internet. A razão disso é que a cada semana a diarista ia em casa e lutava bravamente contra o mofo. Como fazer isso sem água e eletricidade? E o telefone e a internet eu só poderia suspender por no máximo 120 dias e cortar era fora de cogitação, já pensou chegar em casa e ter que ficar desconectada do mundo? Hahahaha

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bye bye Brazil

Tenho uma diarista que está comigo há muitos anos e é de minha total confiança, então, ela tinha a chave de casa, bem como meus pais e uma vizinhamiga (Oi Verônica) e todos eles tinham seus respectivos contatos telefônicos para uma emergência. Isso funcionou muito bem. Pois a Sueli (minha diarista) se comunicava comigo via whatsapp sempre que ela julgava necessário.

O meu gerente de conta no banco sabia que eu estava fora de casa por um longo período e eu me comunicava com ele por e-mail se precisasse de alguma coisa do banco.

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Recomendo acionar o internet banking com todas as suas funções. As vezes você precisa pagar uma conta que não poderia ser posta no débito como o IPTU por exemplo, ou fazer uma transferência e etc.

Meu skype sempre tem créditos para eu ligar para o Brasil, foi necessário para resolver um perrenguinho com o cartão de crédito.

O pessoal da casa de câmbio também estava sabendo que eu estava fora de casa e eu mantinha contato por e-mail com eles para o caso de precisar transferir valores da minha conta para o cartão visa travel money.

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sem preocupação na vida. Confiando

Eu cheguei a considerar convidar alguém para morar no meu apartamento enquanto estivesse fora de casa, mas a loucura que foi minha vida no final de 2014 não me permitiu articular direito isso. Talvez essa possa ser uma solução viável.

Meu carro ficou na casa dos meus pais, que se responsabilizaram por pagar IPVA, licenciamento, multas, fazer revisão e dar uma volta com ele as vezes. Eu poderia ter vendido, mas como eu disse: o final de 2014 foi um auê sem fim.

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Olé España

Como eu estava de licença do trabalho, também mantive contato com meu chefe (Oi Diogo), pois licença para qualificação não é sinônimo de abandonar o barco, e sobretudo no ano de 2015 que foi tão tristemente intenso nas Universidades do Estado do Paraná, com greves e etc, eu gostava de ter esse contato e ir me inteirando das coisas.

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apenas vá!

Ao longo do ano de 2014 eu me preparei psicologicamente para estar fora de casa por um ano. Isso quer dizer que deixei de comprar coisas bobas, e orientei meu pensamento para o seguinte: se vou passar um ano longe da maior parte das minhas coisas, posso passar a vida toda sem a maioria delas. E por isso doei muita coisa. Sério: me deu um alívio grande ir me desfazendo de coisas que quase não usava ou quase não gostava. Me dava alegria ver os espaços se abrindo nos armários.  Na volta eu senti falta de um monte de coisas, mas não me arrependi em nenhum momento de ter doado tudo o que doei. Estou certa de que essas coisas que só se avolumavam nos armários  hoje são úteis para outras pessoas.

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um brinde ao desapego

Durante o ano fora eu pensei muito pouco sobre como estariam as minhas coisas aqui. Eu simplesmente confiei nas pessoas que se dispuseram a me ajudar neste período. E pensava que se alguma coisa ruim acontecesse eu saberia logo. Então, relaxei e aproveitei minha estadia. Pois se fosse para ficar preocupada com a casa, melhor seria não sair dela né? Mas a oportunidade de estar um ano fora, pela qual eu batalhei tanto era muito preciosa para desperdiçar em razão de bens materiais, não?

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caminhando muito tranquila pela vida…

Ps.: Quando eu estava arrumando as malas eu considerei fazer um post sobre isso. Afinal duas malas para um ano é um rebolado bom. No final, a loucura de 2014/2015 foi tão grande que não fiz post. E nem deveria, pois o serumaninho aqui esqueceu até de levar meias! Quem chega no inverno do velho mundo sem meias? Eu! Mas para me redimir fiz este post aqui que pode interessar: Sobre como preparar uma necessaire inteligente!

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26 Comentários

  1. Bom dia, blogueira Poliana!
    Realmente, nas duas visitas que te fiz nessa ultima viagem achei vc muito tranquila em relação aos bens materiais que vc deixou aqui no Brasil. Pois, acredito que se tivesse sido diferente, talvez não fosse tão realizador, como foi. É isso mesmo, qdo se propõe na vida fazer algo para realizar os objetivos, nunca é tão fácil, mas vem sempre a recompensa. Vc veio muito mais preparada e fortalecida pra dar continuidade profissionalmente e um ganho enorme pessoalmente.
    Gostei muito de seus comentários, mostrando que não é tão difícil assim, ir a luta e preparar com consciência as malas e seguir o que o coração mandar!..Estaremos sempre te apoiando em suas viagens pois, sempre achamos uma folga pra te visitar….rsrsr. Um beijuuu filha!

  2. Bem legal este post! Acho que às vezes nem precisamos de uma viagem tão longa para organizar estas tarefas básicas do lar, não é mesmo? E o desapego… ah, esse faz muito bem, abre espaço para coisas e experiências novas. Parabéns!

  3. Nada como uma ajuda dos pais nessa hora né? hahaha Quando eu fiquei um ano fora, só eles pra resolverem tudo por aqui hehehehe Durante esse intercâmbio, me arrependi horrores de ter levado um moooonte de bagagem – joguei fora/doei muita coisa lá e voltei com coisas que não tinha usado nenhuma vez mas não queria deixar lá – aí a gente vai aprendendo a fazer mala e a priorizar o que realmente importa!

  4. Que bacana Poli,

    Tudo o que eu queria era um ano fora. Acho que não teria problema algum em me organizar por aqui.
    Claro que seria uma mega correria, como é para toda viagem, mas no fim sempre da tudo certo.
    Beijos

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