Caribe

Panama

Minha última parada foi no Panamá, eu sei que já tem quase 3 semanas que cheguei, mas o corre-corre da volta ao trabalho e o jet lag não foram dos mais facilitadores.
A parada no Panamá era obrigatória entre o México e o Brasil, e enquanto ainda estávamos no calor do lar, em outubro pensamos: por que não ficar uns dias lá, já que temos que fazer conexão de toda sorte? Como eu já havia feito uma conexão em Panamá City quando voei de e para Havana (devo um post sobre Cuba né) e o skyview da cidade a partir do aero/avião impressiona sim e dá vontade de visitar (curiosidade turística sem fim). Mas jamais consideramos o cansaço em que nos encontrávamos ao final de uma jornada tão longa.
Chegamos na cidade do Panamá e fomos direto para o hotel (para o link é só clicar) bastante cansados e desejando muito dormir. Eu mesma depois do check-in (que foi logo após o almoço) não saí mais do quarto, precisava muito descansar depois de uma madrugada toda no aeroporto da Cidade do México. Mas no dia seguinte não teve desculpa, ganhamos a rua e fomos ver a capital do Panamá nos reservava.
O Panamá é um desconhecido para gente. Isso é um fato. Eu não gosto de blogs de viagens com cara de Wikipédia, mas alguns dados sobre esse país devem ser trazidos, pois vale a pena saber: ele não tem exército (wow); é a economia e a política mais estável da América Central (nada de Costa Rica viu?); uma economia com base no comércio que cresce em torno de 15% ao ano (parabéns ao Brasil que não chega aos 2%), além disso, a capital é a quinta mais barata do mundo para se viver. Dito isso….
A intenção era pegar um ônibus do tipo hop in hop of mas no meio do caminho o taxista que nos levaria para comprar os ingressos para ele nos ofereceu levar-nos aos mesmos lugares pelo mesmo preço. Pensamos: hum… com ar-condicionado, no nosso tempo, na nossa privacidade: fechado!
Vencemos o caótico trânsito da cidade, no qual quem buzina mais chora menos (um outro taxista nos disse que queima uma buzina por ano! espanto total né?) e nossa primeira parada foi no impressionante Canal do Panamá, não vou entrar aqui em detalhes históricos, geográficos, econômicos, e físicos que envolvem o canal (para infos clique aqui), mas quero dizer que ele é sim impressionante e que a visita lá é bem legal e recomendo muito. Gostei particularmente dos observatórios de onde era possível ver as embarcações cruzando-o e do simulador (parece que estamos dentro de uma embarcação, e dá para sentir ‘subir’, avançar, ‘descer’, ver… bem legal mesmo). Só para ter uma pequena idéia, para cruza-lo, uma embarcação pequena paga 140mil U$, mas se não quiser terá que viajar 10 dias mais cruzando todo o continente americano. Por isso a cidade se coloca como ‘Corazón de las Américas’.
Saindo do Canal fomos para o centro histórico, bonito, grande, com altas restaurações e obras em curso. resultado: penso que em 3 anos estará uma pérola. Gostei de caminhar por lá, ver as feiras de artesanato indígena, a venda de chapéu panamá (ele não é panamenho viu? mas sim equatoriano dá uma olhada)
Do centro histórico fomos para a Calzada Armador (informações completas aqui) que é uma via sobre o mar construída com as pedras extraídas para a construção do Canal, e no final dela se concentram diversos bares e restaurantes e um pier. Muito bonitos, tanto a via como o pier. Lá almoçamos no gostoso restaurante libanês Beirut (link aqui). Mas isso já era tarde e o cansaço foi batendo. De modo que já depois do almoço (perto das 16h) voltamos para o hotel, dormir um pouco.
No dia seguinte, foi o momento de irmos ao shopping ver o que de tanto havia para comprar por lá, já que esse é um atrativo tão conhecido do país e fomos ao Albrook Mall, que não visitamos nem uma parte, pois é grandão mesmo. Sobre os preços, olha colega vamos combinar que o Brasil anda caro né? Aliás caríssimo! Eu estava meio estafada de shopping (uau isso lá é possível? Sim!) depois de uma temporada em El Paso (Texas), mas dando uma volta percebi que tem muita variedade de produtos, de marcas igualmente variadas com preços não tão baixos como nos EUA, mas bem mais baratos que no Brasil. Mas como disse: não aprofundei a busca. Nessa mesma noite fomos jantar em um restaurante de comida típica no centro histórico, chamado Los Diablicos (já sabe o que fazer se quiser mais informações né?). O caminho até o restaurante foi de uma aventura ímpar, vencemos em taxi e era sexta-feira de carnaval: se normalmente o trânsito já é duro, com algumas ruas interditadas para o desfile então, imagina… O taxista ia falando falando falando… esse mesmo que disse queimar uma buzina por ano…. Mas depois de uns 40 minutos e 50% de gorjeta chegamos e nos acomodamos nesse restaurante, de atmosfera simples, serviço cordial e comida deliciosa… nhac! Depois da comida havia espetáculo de música e dança típicas: bem bonitos. Ainda depois disso fomos caminhar pelo centro histórico, a noite sempre tem outro charme né?
O dia seguinte era hora de arrumar e pesar as infinitas malas (6 – !!!!! – calma, estávamos há quase 2 meses viajando) e rumar para o aero, dar tchau pro Panamá e preparar para chegar em Guarulhos.
Gostei da Cidade do Panamá, voltaria inclusive. Mas acho que em 3 ou 5 anos vai estar linda: com metrô, o Canal ampliado, o centro histórico restaurando… recomendo.
Querem ver fotos?

Canal do Panamá: entrada
Canal do Panamá
Canal do Panamá
Canal do Panamá: com embarcação cruzando
Canal do Panamá: turistada atenta ao cruzamento
Canal do Panamá: embarcação entre as comportas
Canal do Panamá: no simulador

Canal do Panamá: funciona apenas com a gravidade – princípio de Arquimedes

vista do centro a partir do Casco Histórico
Casco Histórico: feira de artesanato
Casco Histórico: feira

 

Ponte das Américas: unindo a América Central e a do Sul!

 

Casco Histórico
Casco Histórico
Casco Histórico
Casco Histórico: restauros intensos
Casco Histórico
Casco Histórico: miau
Casco Histórico
Restaurante: show folclórico

 

 

 

 

Casco Histórico
Casco Histórico
Casco Histórico
Casco Histórico
Casco Histórico
Casco Histórico
Casco Histórico

 

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