Ásia

Istambul: Anedotas

Pois é, senti necessidade de escrever um segundo post sobre Istambul, pois percebi que muitas anedotas ficaram para trás e são dignas de serem contadas!
A primeira a ser mencionada é o bom atendimento do hotel onde ficamos! Ganhamos presentinhos no check-in e no check-out, sempre funcionários com sorriso, chás e uma ave falante assobiando para quem passava no lobby! O café da manhã era muito bom… quase um almoço: com N legumes assados tais como beringela, abobrinha, tomate, cenoura, pimentões….; mel com favo (!); doces curiosos como halawe; e etc. Delícia! No hotel ficamos loongos momentos relaxantes na piscina (que desbotou nossa roupa de tanto cloro, mas tudo bem….) e na sauna filandesa… De lá poderíamos acessar facilmente quase todos os atrativos da cidade a pé mesmo. E no entorno era cheio de bares, outros hoteis e etc. resumindo? Adoramos e quando voltamos, logo logo, ficaremos lá de novo! (faltou falar o transfer de chegada do aero ao hotel de cortesia também!).
Um causo engraçadinho ocorreu no Bazaar de Especiarias, estavamos andando meio a esmo, sem querer comprar muita coisa mas querendo provar todos os docinhos que estavam nus lujinhas para degustação… De repente esticamos a mãozinha para pegar uma dessas deliciosas gominhas de degustação quando o vendedor nos sapeca a pergunta que eles mais gostam de fazer: de onde vocês são? A resposta: Brasil. Ahhhh Brasil, entra aqui entra aqui…. entramos e num passe de mágica todos os vendedores nos cercaram e começaram a cantar (arrãm) um sambinha e fazer uma batucadinha com a mão e me chamar para saliência sambista. Cruzei os bracinhos, fechei a cara e não dancei, of course. Ora uma goma de aroma de rosas não valia tanta saliência né Braseel?
Nos bazeres sempre rolavam quadros cômicos… Tinha o vendedor de ouro que tinha muitas bandeiras do Brasil na vitrine e fotos com clientes brasileiros como o Parreira, Lugano (uruguaio mas jogou tanto no meu São Paulo, salve salve, que entrou pro rol dos brasucas) e o Alex. Também o homem dizia que ele mesmo produzia algumas peças para a H.Stern… Hum… verdade ou não ele cobrava tão caro como a joalheria brasileira…. Teve o homem de quem compramos algumas coisas que me prometeu um valioso brinde em metal precioso se comprasse mais na próxima viagem. Tá lascado pois eu vou voltar e eu NUNCA esqueço uma promessa. Sem dizer do homem que queria me vender a todo custo uma peça de cerâmica e quando eu para despistar lhe disse que havia gostado de tudo e que não poderia escolher uma apenas ele me sapeca: ok, você pode pagar 35 mil € pela loja toda. E eu? Ah 35 mil capaz… te pago 5mil. e ele? ahahahah Fechado! Outras situações como essa, onde a lei não escrita diz que pechinchar é necessário.
Nas refeições sempre rolavam causos também…. Teve o menino do restaurante que decidiu falar árabe comigo, explicando que tudo ali quem preparava era a avó dele, mas hoje era a mãe…. ahhh querendo conquistar o freguês pelo sentimentalismo néam? Outro almoço que entramos seduzidos pelas fotos de uns sandubinhas bem gostosinhos, mas ao sentar no restaurante já vieram trazendo outros pratos que não haviamos pedido…. isso não foi legal! Mas na primeira noite decidimos dar um rolê para comer alguma coisa e sentir algo da cidade antes de dormir. Subimos no terraço de um restaurante onde estava tocando música ao vivo tradicional. Todos so gringos presentes fumavam arguile, sentados em almofadas no chão… um luxo das mil e uma noites, risos… Aí a música ao vivo terminou e deu lugar a uma famosa música turca que foi hit nos anos 2000 do cantor Tarkan, que teve até uma versão em português que dizia: beija a minha boca lá lá lá lá… e na versão turca lá pelas tantas se ouve um CHUIC de um beijinho. Tudo bem divertido e etc… mas… reproduziram a música muitas vezes seguidas, como umas 5 vezes… risos… Que tal um novo cd?
No city tour que tomamos, comentei no outro post, passamos um certo calor… e algumas coisas me chamaram atenção durante esse passeio…. ao longo da narração dos fatos e atrativos, fazia-se propaganda de outros passeios pagos e etc… No final agradecia pelas generosas gorjetas que deixaríamos ao motorista (hãm?)… O calor torrando a moleira… e ainda pedem gorjeta? Ahh liga o ar vai! O trânsito também era algo… a única lei vigente parecia ser a do ‘todos contra todos’. eu me encolhia de medo em diversos momentos… Mas curiosamente não vimos nenhum acidente. Ufa!
No aeroporto Ataturk um curioso esquema de segurança me chamou atenção: todos que entram no aeroporto devem passar toda a bagagem pelo raio-x, para evitar a saída de peças arqueológicas e artísticas (alou aeroporto de Manaus, que tal fazer isso contra a bio pirataria?)… Ao entrar para a sala de embarque novamente raio-x… Mas essa situação raio-xisística não foi nada comparada a situação que nos tocou em Frankfurt na volta. O aero de Frankfurt é gigante e tem múltiplas salas de embarque e desembarque interncional, eu já imaginava que chegando em um vôo oriundo de um país islâmico/médio oriental o tratamento seria diferente de quando chegamos do Brasil ou outro país europeu mas eu confiava no meu passaporte Brasileiro/Mercosulista, que dó de mim tão inocente né?. Mas as minhas expectativas foram superadas com êxito… do fim da fila viámos todos passando sem problemas, apenas 2 turcos e 1 árabe retidos mostrando documentos, dinheiro e etc… Como éramos os últimos o oficial da imigração já veio dando risadinha para gente e por certo pensando: tomara que com esses não dê encrenca. Mas deu! Meu visto de estudante havia expirado um dia antes e o papel que eu tinha para prolongar minha visita aparentemente não servia (mesmo assim eu tinha o direito de entrar como turista….), o Alessndro não tinha o e-ticket de volta impresso e isso já gerou celeuma… explica daqui, explica dali e ele pergunta daqui pergunta dali, pede para ver nosso dinheiro, cartão de crédito, quer saber se temos família ou amigos aqui na Alemanha, o que fazemos no Brasil…. Oh horror…  quer saber se eu já tenho meu bilhete de aéreo para ir de Frankfurt a Mainz (alouuuu Mainz fica meia hora do aeroporto em um trem de superfície….). Ao fim de mais ou menos meia hora ele se cansa e carimba os passaportes… Eu com duas entradas em Frankfurt e nenhuma saída…. ai ai ai, semana que vem vamos ver o que me espera quando estiver voltando… Aí humilhados, nervosos, atrasados e chateados fomos pegar as malas que já estavam com labirintite de tanto rodar na esteira… E na aduana, onde nunca vejo ninguém lá surge um oficial me perguntando de onde venho,  se comprei roupas, presentes, ouro, se tenho liras turcas comigo… não não não…. dá para me deixar sair desse aeroporto, faizfavor??? Céus, como deve ser duro ter que entrar e sair o tempo todo sem ser branco, cristão…. Me senti mal por todos os turcos que vivem aqui na Alemanha limpando o chão dessa gente, pois sem eles os próprios alemães não o fariam, assim como não fariam muitos outros trabalhos braçais… E a empáfia do oficial da imigração achando que eu deixaria a vida estável e tranquila que tenho em Irati/Brasil para ficar aqui? Não mesmo.
Anedotas, algumas engraçadas outras dramáticas.!
Istambul!

visões de Istambul
O brasão da família do sultão
Hagia Sofia
Quando era uma mesquita, Hagia Sofia, tinha o mirhab que toda mesquita deve ter. ele sinaliza para onde os fiéis devem se orientar para rezar. Mas quando foi convertida em igreja esse e outros elementos foram mantidos.
essa era um bloco único de marmore que passou a ser um elemento de adorno, Hagia Sofia
detalhe do gradil da Mesquita Azul
entrada da mesquita Azul
sabia que as tulipas são oriundas da Turquia? Pois são!
fiéis na mesquita Azul. Tá bom eu sei que não é bonito fotografar gente rezando ou sem autorização… mas com o super zoom algumas cenas são inevitáveis. Afuan.
Grand Bazaar
Grand Bazaar
Bazzar de especiarias
doces no bazar de especiarias
lujinhas
lindos azulejos no Palácio Topkapi
detalhe de uma das salas do Topkapi
Aqui em Istambul quem engole quem? o tradicional minarete de uma velha mesquita ou um dos fortes símbolos do capitalismo/americanismo?
no otopark
Etiquetas
Mostrar Mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar