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Curitiba

Ah Curitiba! A linda capital do meu estado, eu estava mesmo devendo um post sobre ela né? Vamos bastantinho para lá, mas quase nunca na turistada para visitar lugares, vamos mais para funcionalidades da vida, para ver amigos e manter a vida cultural vivinha. Mas esse final de semana por força de uma visitante da Colômbia (Hola Andrea) fomos passar um final de semana lá, para mostrar um cadim da cidade, juntamente com os amigos Cléber e Rafael (oiê).

A visita foi corridinha, pois havia tanto para conversar e ainda mais para visitar, mas acho que chegamos a um bom equilíbrio entre conversar e visitar! Risos. E ao final, cada um de nós 4 pode mostrar para ela um pedacinho da capital que mais gosta ou que mais tem a sua cara.

A primeira parada já no sábado a tarde foi no Mercado Municipal. Pausa para explicar a minha breve teoria sobre Mercados Municipais (que adoro) – eles têm a cara da cidade que os abriga! Sim a cara. Veja o de Curitiba: metidinho a moderninho, com setor de orgânicos, uma pegada ecológica, a parte histórica sendo cada vez mais engolida pela parte moderna, cheio de stands e restaurantes de imigrantes. É a cara da capital! Gosto muito do Mercado Municipal de Curitiba, primeiro porque ele tem fácil acesso (tá bem que de carro anda difícil de estacionar), segundo por ter muita variedade de frutas, verduras, especiarias, delícias de muitas partes do mundo… ahhh uma delícia! Os restaurantes e em geral a área de alimentação são de qualidade muito boa. Tem bons chocolates, cafés (pra quem gosta), cereais e grãos a granel, flores, vinhos, produtos de Minas, cachaças, destaque para as lojinhas orientais deve ser dado também! Tem sempre encontro casual com algum conhecido/amigo, dessa vez com o Cassiano e a namorada Vanessa (oi queridos!). Bem, o Mercado é sempre uma explosão de cores, sabores, cheiros, imagens – experiência turística das boas que sempre vou recomendar e buscar.

 

entrada pelo setor de orgânicos
entrada pelo setor de orgânicos
O setor de orgânicos, organizado, interessante, mas não é o mais divertido
O setor de orgânicos, organizado, interessante, mas não é o mais divertido
a poética do milho
a poética do milho
aqui sim, no geralzão mais divertido!
aqui sim, no geralzão mais divertido!

De lá, fomos para o setor histórico da cidade, o Largo da Ordem. Foi lá que nasceu a cidade, há mais de 300 anos e muitas edificações antigas estão (ao menos em fachadas) bem cuidadas com bonita iluminação. Existem por lá diversas instituições de interesses cultural e religioso e vale uma visita a pé para contemplar o seu visual, tomar fotos, entrar no que for possível! Se de dia as coisas são intensas, a noite a iluminação deixa tudo mais bonito, alguns barzinhos colocam suas mesas na calçada e o lugar oferece muita cor ao visitante. Contudo, cabe dizer que aos domingos, até uma ou duas horas da tarde lá ocorre uma feira de ‘artesanatos’ (melhor seria dizer manualidades) gigantesca e agora caindo no meu desgosto… Vou explicar: ela é cada vez mais muvucada, cada vez maior e cada vez mais entediantes pois os expositores são cada vez mais iguais… De modo que aos domingos de manhã  boa parte da tarde não se pode contemplar o lugar como setor histórico, e sim a feira em si (que por si é um atrativo poderoso, mas me desagrada pela confusão de gente) e para a minha surpresa no sábado às 17h já começavam a montar as barracas da feira (uma empresa terceirizada, não eram nem os feirantes e nem a PMC), já desde aquele momento inibindo a circulação, a vista, e a fruição deste importante patrimônio paranaense… Aí eu pergunto: o que é feito da vida noturna do Largo da Ordem? Confesso que nunca fui frequentadora dessa vida noturna, mas sempre soube que ela existia, e quem era? Poxa… que feio, que desagrado… Inclusive desagradada também fiquei quando fui buscar o link do Largo para colocar aqui, mas para minha surpresa ele não trata da história do lugar nem nada disso, só da tal feira! Páh, interpretação do patrimônio passando cada vez mais longe, né Regina?

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lindo céu
lindo céu
adoro essa imagem, no Largo
adoro essa imagem, no Largo
Largo da Ordem
Largo da Ordem
o pulso ainda pulsa, Largo da Ordem
o pulso ainda pulsa, Largo da Ordem
ah, tão bom pensar como seriam as paisagens sem os cabos né? Largo da Ordem - Mesquita
ah, tão bom pensar como seriam as paisagens sem os cabos né? Largo da Ordem – Mesquita
Largo da Ordem - Mesquita
Largo da Ordem – Mesquita
vitral paranaense, cenas do Largo
vitral paranaense, cenas do Largo
as barracas já invadindo, tomando a paisagem
as barracas já invadindo, tomando a paisagem
vandalismo, Largo da Ordem
vandalismo, Largo da Ordem
o Cavalo que Baba - Largo da Ordem
o Cavalo que Baba – Largo da Ordem
Largo da Ordem
Largo da Ordem

O vento tava soprando fortinho e virando o tempo para um friozinho já, mas isso não nos impediu de uma paradinha para fotos na frente do MON, que também é conhecido como Museu do Olho, mas que assim não deveria, pois a forma que parece olho na verdade é a fita de uma bailarina (Rafael Cultural). Foi uma pena que não nos deu tempo de entrar, mas é um lugar que acho tão bonito. Se morasse em Curitiba, acho que iria gostar de frequentar. Lembro de ter passado de moto (com o Darvin, oi Medonho) logo que inauguraram no final de 2002 e desde então essa beleza arquitetônica captou e cativou meu olhar para sempre e de forma definitiva. Quando visitei pela primeira vez, com a querida amiga Aracelli (que saudade amiga!) tinha muita atividade de educação patrimonial lá dentro, se celebrava uma tal de interatividade com crianças, era dezembro de 2002 e eu tava fechando as malas pra ir de Foz para Caxias do Sul, e ter esse museu na capital do meu estado me dava muito orgulho! (magine se não!!!).

MON
MON

Ah, de lá, foi só o tempo de ir para casa, bater um papinho antes de irmos para o Teatro Guaíra, a convite da amiga do Cleber, Mari Paula, assistir ao Balé do Teatro (existente desde 1969!)! Ah o Guaíra, tão bonito, tão importante, tão relevante para a cultura do Paraná, tão símbolo da cidade, tão perto da perigosa privatização…. Bonito espetáculo, de balé moderno. Gostei de entrar no Guairão novamente, já fazia tempo que não 0 fazia. Ahh, a noite ainda tava longe de acabar, e eu tava querendo mais!
Chegando em casa, era hora de caipirinhas e de cantar e dançar músicas colombianas e brasileiras até de madrugada!

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programa do balé

O dia seguinte, ah o dia seguinte… começou com ligação pra casa que era dia dos pais e o meu é mais que especial (um beijo pro meu pai amado que tá sempre longe mas nunca distante dagente), café da manhã em casa com preguicinha e rua!

Fomos logo para Ópera de Arame, que não é beeem uma ópera pois tem uma qualidade acústica bem ruim por não ter como reverberar o som (zero água, zero madeira por exemplo), espaço todo aberto com vidro… Mas trata-se de um espaço para eventos. Sim, foi privatizada, e é um dos símbolos turísticos da cidade. Não eu não gosto muito de lá, pois a visita não tem muito o que fazer, salvo contemplar a arquitetura do lugar (que é relativamente pequeno), passar vertigem graças ao piso todo vazado (se você é do tipo que passeia de salto, vai se dar mal lá, melhor sapato plano…) e pronto. Claro que é bonito, mas zero entretenimento se você não for lá com uma agenda específica. Lá ficava ainda a desativada Pedreira Paulo Leminiski, que hoje está inativa como espaço para grandes concertos, mas já foi palco para muitos espetáculos  nacionais e estrangeiros de peso. Mas ela fica pertinho do Parque São Lourenço que é lindo (assim, pertinho que dá para ir a pé), e bem pertinho dos parques Tanguá e Tingui. Ou seja, naquelas imediações ficam muitos parques próximos e dá para combinar diversas visitas, otimizando o tempo.

na Ópera
na Ópera
ópera
ópera
Pedreira Paulo Leminski
Pedreira Paulo Leminski

Por essa mesma razão, saímos de lá e rumamos pro grandão Parque Tanguá, que homenageia o artista plástico curitibano Poty Lazarotto, e é lindão – o parque. Ao que pudemos perceber, ele está conectado pelo Tingui, mas não pudemos constatar. O Tanguá, tem fontes, espaço para bastante caminhada, lojinhas de suvenires, pouca acessibilidade, mas envolto e muita área verde. Gostei bastante dele.

Tanguá
Tanguá
Tanguá
Tanguá
Tanguá
Tanguá

Saindo de lá, foi a vez de visitar o Tingui, que além de homenagear (mui a maneira Curitibana) os indígenas, abriga o lidíssimo Memorial Ucraniano (que talvez ao pé da letra não seria considerado um memorial, pois não coloca a história da imigração ucraniana em perspectiva cronológica). Mas, esse espaço que tão lindamente homenageia os imigrantes ucranianos consta de uma casa de suvenires tanto produzidos no Brasil pelos descendentes de ucraínos como vindos da Ucrânia, além da linda igreja que replica a igreja maletense de São Miguel Arcanjo – uma das igrejas ucranianas mais importantes do Brasil. Ao lado da igreja tem o campanário e ao fundo uma mega pêssanka. Tudo lindo, ladeado de araucárias, sossego e verde. Adorei estar lá.
A igreja do dito memorial não tem bancos, mas muitas imagens (iconoclastia) ladeadas lindamente por toalhas bordadas em ponto cruz, em um estilo muito próprio das igrejas católicas do rito ucraniano, e o mais impressionante são os poucos pregos que existem na igreja, campanário, portal, lojinha… quase tudo, quase tudo encaixado: parecia a jogo de jenga! 🙂 Muito impressionante de fato.

Memorial Ucraniano
Memorial Ucraniano
Jenga! Memorial Ucraniano
Jenga! Memorial Ucraniano
campanário - Memorial Ucraniano
campanário – Memorial Ucraniano
Interior da igreja do Memorial Ucraniano
Interior da igreja do Memorial Ucraniano
Memorial Ucraniano
Memorial Ucraniano
Memorial Ucraniano
Memorial Ucraniano

Depois do delicioso almoço em casa (nossa, moranga com cogumelos diversos nhac) fomos para para casa com uma paradinha no shopping, para umas demandas específicas e com isso terminamos o nosso final de semana turístico em Curitiba. Eu espero que a Andréa tenha gostado tanto quanto a gente, pois de fato fazer turismo na capital foi divertido. e digo mais… logo haverá outro post sobre Curitiba, mas usando a Linha Turismo. Aguardem!

 

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12 Comentários

  1. Ola, Poliana muito lindo, Curitiba é uma cidade que tenho muita vontade de morar, quem sabe um dia né. Nossa que belo passeio vc. fez, qtos dias demorou ? Qualquer final de semana, vamos na sua casa e de lá Ctba, para passear ok.
    Um beijo com carinho.
    Pai

  2. Oi Filha, que linda continua Curitiba….Que saudades…precisamos rever a capital PR,…Vamos marcar qualquer final de semana e fazer esse tur….Já havia esquecido dessa linda cultura..As fotos ficaram lindas…..Beijão

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