America do Sul

Buenos Aires, de novo! Agora com alunos.

link aquiEu não estou certa se esta é a quinta, sexta ou quinta e meia visita minha a cidade. Pois não sei se uma parada para jantar em Puerto Madero conta… Mas sei que sempre que vou adoro!

Essa viagem foi a segunda completa no ano (a meia viagem foi em junho para jantar e a outra completa em fevereiro) e fui para compor um grupo de atividades de campo/técnicas com os alunos do curso de turismo da Unicentro (nosso link aqui). Antes de mais nada, de começar a contar e descrever os dias já vou pro final da história dizendo que os alunos gostaram muito e isso me deu muita satisfação! E eu também gostei bastante, pois visitei lugares inéditos para mim (dá para acreditar?, pois é, essa é mesmo uma cidade para muitas visitas).

Logo na chegada, após check-in no hostel (se quiser hospedagem barata e bem localizada no centro clica aqui e checa) o nosso roteiro previa uma longa caminhada de reconhecimento da área: pegamos a Avenida de Mayo até o Congresso e voltamos até a Casa Rosada, claro com paradas para fotos em diferentes lugares como na praça do congresso, café Tortoni (link aqui), casa Rosada, praça de Mayo, Av 9 de Julio…. e ainda com fôlego (maios ou menos fôlego tá? risos) para descer até Porto Madero. Para quem não conhece a cidade, isso perfez umas 45 quadras, para quem tinha acordado as 5hs da manhã e já era final de tarde. Lá dispersamos o grupo e minha colega de trabalho Vanessa e eu ficamos para jantar nesse bairro tão lindo que é o P. Madero. Barriguinhas cheias, cabecinha leve de vinho (eu) direto pro hotel (errr hostel) que o dia seguinte seria cheio também!

Um city tour de ônibus pelos principais cartões postais da cidade com chuva era o que nos esperava na primeira parte do dia. Mas ele foi interrompido por nosso desejo: não chovia, mas sim caia o mundo em água na cidade. e para ajudar a melar os planos um incêndio no porto ocasionou a explosão de um contêiner de pesticida (deixando a cidade super fedida) promovendo a evacuação de alguns bairros como Recoleta, Puerto Madero e Retiro, fechando estações e linhas de metrôs inteiras, interditando o tráfego em muitas áreas da cidade e tornando-o lento em tantas outras e deixando-nos desorientados pois nosso destino a tarde era precisamente a Recoleta para almoçar no Hard Rock Café, caminhar e levar uma parte do grupo para uma visita técnica a um hotel! Com uma luta certamente insana contra a corrente e na chuva, parte de metrô (que tamaha confusão nem estava cobrando bilhetes, era grátis) e booooa parte a pé (mesmo tendo tentado tomar inúmeros táxis) conseguimos chegar onde queríamos e sem atrasos!

O almoço claro que foi super cool no HRC (clique aqui para endereço, cardápio e outras informações), e o pessoal que iria para o hotel Hyatt chegou a tempo também (para babar e sonhar, clique aqui). Mas nós que não fomos ao hotel, pois ficaram comigo alunos que ainda não tiveram aula de hotelaria não tínhamos condições de caminhar pelo lindíssimo bairro da Recoleta, chovia muito…. voltamos para o hostel, e cada um por conta. Eu fui dar uma sapeada pela Florida…. sem grandes pretenções.

No terceiro dia o sol nasceu lindo e forte e fomos caminhando para o Museo Judío de Buenos Aires (link) e visitamos além dele a Sinagoga mais antiga da cidade. Tudo guiado pelo Rabino Simon Moguilevski, em um claro português – ele foi rabino em Curitiba na era Lerner/Greca. Para mim foi a primeira sinagoga visitada. E lá ainda nos encontrou a guia Iona Korn do museu de Artes Orientais (tudo amarradinho). Depois da visita o Rabino explicou muitas coisas sobre a imigração, religião, ritos e etc. Mas sem profundidade. Ao sair de lá (aliás, o museu fica do ladinho do Teatro Colón, que continua lindo!) Iona sentou-se conosco e explicou muito mais sobre os judeus, chineses e muçulmanos em Buenos Aires e na Argentina. Iona um beijo!

Depois do almoço fomos para a antiga ESMA: Espacio Memória y Derechos Humanos  (link super completo aqui), que era longe muito longe… mas uma visita que valeu muito a pena. Não era bonito, nem agradável, mas isso já sabíamos! Mas a nossa guia Paola nos explicou com detalhes os horrores ocorridos naquele espaço e outros sobre a ditadura argetina. Tá perdido? vou te dar um panorama: a ESMA era a antiga Escola de Mecanica da Armada e lá funcionou uma prisão clandestina de presos políticos durante a ditatura. Em 10 anos foram presas 5mil pessoas e apenas 200 saíram vivas de lá. O lugar todo tem 17hec, mas a prisão propriamente dita consistia apenas do sótão da casa dos generais (e sim eles continuaram a ocupar a casa normalmente enquanto lá em cima as pessoas eram torturadas e mortas). Em uma narrativa detalhada e sem cansaço Paola nos detalhou o cotidiano dos presos, a sordidez do sistema prisional, os vôos da morte para despacho dos corpos, a resistência dos presos, e nos mostrou – por fora apenas em razão de reformas – a tal casa dos generais que se chama Casino de Oficiales. Falou inclusive sobre a fria técnica de sequestro de bebês que havia naquele lugar: sendo ele a única prisão política a ter maternidade – que consistia de uma cama apenas – nasceram lá em torno de 200 crianças que foram todas sequestradas/roubadas pelos militares para serem criadas longe das ideologias subversivas, e eram adotadas por famílias de militares ou por amigos de. Agora esses adultos começam, a partir de campanhas das avós de maio, a retomar o que de mais sagrado o regime militar poderia subtrair de alguém: a sua própria identidade! Acho que para todos foi impactante. Lição tomada, coisas para pensar e era hora de voltar para o centro e ir jantar em Puerto Madero de novo, no turistada Siga la Vaca (link).

O sábado que era o último dia últil de passeios, e com o perdão do antagonismo era feriado nacional, com minhas companheiras de dia livre (Vanessa e Elieti, beijo meninas) fomos rumo a uma longa pernada…. primeira parada Recoleta, Elieti ainda não conhecia o cemitério e enquanto ela visitava-o nós demos um rolê pelas lindas imediações. tem como não amar? Depois disso fomos para o Shopping Pátio Bullrich – chique bem – (link) almoçar e dar uma sapeada. Saindo de lá rumamos para o lindo, lindíssimo Museo de Arte Decorativo (link com imagens) que infelizmente não pode fotografar o interior, mas eu amei! Saindo de lá ainda fomos na querida Galerias Pacífico (já sabe né? link aqui), caminhamos de volta para o hostel deixar umas coisas e rumamos até a Confeitaria Ideal para uma boquinha (link): aqui foram gravadas cenas de Evita, e muitas celebridades a visitaram, além de ter sido o lugar que criou o famoso sanduíche de Miga (amei saber!). O lugar hoje é um pouco decatende mas ainda muito bonito, tudo bem, porque a empanada estava deliciosa! E na parte superior eles têm um salão de baile bem bonito onde estava rolando uma gafieira da terceira idade com tango! Adorei. Sainda de lá, seguimos até a 9 de Julio, para que as meninas vissem o prédio do Club Español (link do delicioso restaurante). Voltamos pela Av. de Mayo que estava interditada para festejos populares, demos uma rápida passada no hostel novamente (valha-me Deus já era mais de 21h) e rumamos para o Puerto Madero onde jantamos no gostoso e modernoso Happening (sem link, sorry) onde ficamos bebericado espumante e papeando até quase uma da manhã, ao sair Vanessa ainda viu um ídolo da música espanhola sentando-se bem ao nosso lado. Eu nem sabia de quem se tratava. Como a fila para tomar sorvete no Fredo (link) estava impraticável, ao chegarmos – caminhando, viu Carinho – na Florida fomos até o McDonalds comprar uma casquinha de dulce de leche (por supuesto).

E assim se encerraram meus passeios pela capital argentina.

O dia seguinte era para acordar comprar vauquitas (não sabe o que é? clica aqui colega!) e voltar para casa, mas pensando na próxima viagem!
Next stop Mexico City!

para começar Café Tortoni!
Me informando sobre as novidades locais no Tortoni

 

Beijo para quem ficou!
céu azul

 

lenço branco das mães de maio pintado(s) no chão da Praça de Maio
Coalas!
I wish you a Merry Xmas da Pacífico
Rosada and Iluminada
Banco Central
Grupo na Sinagoga

 

la em cima… era lá que as pessoas ficavam presas, sem celas sem nada. e sempre encapuzadas.
ceninha urbana
bonitinho comércio local

 

Feira na Recoleta

 

Com minhas companheiras de dia livre, no Museu de Arte Decorativa
Fachada do Museu de Arte Decorativa
tem alguém em casa?
Florida sempre na muvuca
Confeitaria Ideal, só nós de clientes!

 

bonito prédio na esquinta da Av. Mayo com a 9 de Julio
adorei essa banca de jornal

 

Club Español, hummm vai um Gazpacho?
Tags
Mostrar Mais

Posts Relacionados

9 Comentários

  1. Essa viagem deve ter sido muito legal! Gostaria de ter ido, mas na época estava ainda com um luto que não me permitiu essa experiência. Possivelmente, voltar a Buenos Aires sempre vai ser para mim relembrar momentos com quem eu amo. <3
    Beijos, Poli!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close