Memorial da Resistência de São Paulo

O Memorial da Resistência é um espaço de memória que trata dos horrores da violência da ditadura militar brasileira. Ele está acomodado na antiga sede do Departamento Estadual da Ordem Política e Social de São Paulo, na cidade de São Paulo mesmo, no bairro de Santa Ifigênia. A iniciativa não é única na América do Sul, eu já visitei o Espacio Memoria de Buenos Aires e  Museo de los Derechos Humanos do Chile (logo sai o post, calma!). Inclusive, no segundo semestre de 2017 estive dedicada a uma pesquisa sobre esse tipo de lugar de memória.

o corredor para o banho de sol

O Memorial da Resistência é grátis e conta com acervo permanente e exposições temporárias muito interessantes. Ambos dedicados ao tema da resistência, repressão e luta pela democracia no país. A temática me parece muito pertinente cada vez mais, para que nunca mais deixemos que isso nos aconteça.

O acervo permanente conta com extensa cronologia dos fatos que antecederam o golpe militar em 1964, o período em si e a abertura à democracia disposto da seguinte forma:

O edifício e suas memórias;

há mensagens por todos os lados do memorial da resistência

Controle, repressão e resistência;

tem alguns recursos de interatividade.

O cotidiano das celas do Deops;

diversas ações de educação patrimonial, muitos grupos e possibilidade de visitas guiadas

Da carceragem ao centro de referência.

Para mim, um dos pontos altos da visita são as antigas celas – sim ali era uma prisão não clandestina de presos políticos, e sim ali as pessoas eram torturadas e até mesmo mortas, ou sobreviviam em condições deploráveis – algumas ambientadas como se estima que eram durante a ditadura.

Outro é o espaço para pesquisas, onde se podem acessar réplicas de fichas de alguns dos presos que ali estiveram, ou no sistema.

Além disso, durante minha visita (outubro de 2017) eu tive a oportunidade de visitar duas exposições temporárias que me comoveram muito, uma era sobre cartas que eram escritas por e para os presos, ainda quando isso era possível.

E em certa altura da exposição, podia-se abrir envelopes com réplicas delas. É de arrepiar e certamente soltar uma ou outra lágrima lendo esse material.

E a outra exposição temporária que visitei no Memorial da Resistência foi sobre as formas de repressão em diferentes países da América Latina.

O Memorial da Resistência é um passeio de educação patrimonial que eu recomendo muito, não é divertido,  não é lindo (aliás, fica em uma zona bastante degradada da cidade, mas tem estacionamento no fundo, fica do lado da Sala São Paulo que vale a visita e pertinho da Pinacoteca do Estado – que para mim é um dos melhores museus de arte do país, então vale organizar um percurso completo pelos espaços), mas é absolutamente importante pra entendermos o que fomos. Você já visitou?

Curtiu? Então Comenta! Compartilha! Faz uma blogueira feliz!
Já segue o @comendochucruteesalsicha no Instagram? Lá você acompanha tudo em tempo – quase – real.
E você já curtiu a página do facebooK? Curte lá!

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Comentários
  1. 2 semanas ago
  2. 2 semanas ago
  3. 2 semanas ago
    • 2 semanas ago
  4. 2 semanas ago

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*