Buenos Aires: visita #6 – um dia em Buenos Aires

Olha eu já vou começar esse post com uma declaração: eu tô em crise – queria morar em Buenos Aires, nem que fosse por uns mesezinhos…
Adoro a cidade, (ah vá, ninguém percebe né?) e essa visita do último final de semana foi a minha sexta por lá, e já estou querendo voltar logo! Acho que forma definitiva posso no conceito do Ricardo Freire me considerar uma VIBANA né? (Viciada em Buenos Aires Não Anônima)!
Algumas pessoas não vêm nada de mais, outras só vêm compras. Eu vejo tudo! Eu considero a sua contextualização sócio-geográfica e vejo tudo! Sem dó e sem piedade comparo com outras metrópoles e vejo tudo! Vejo uma cidade bonita, arborizada com vida cultural vibrante, gastronomia de primeira, com preços acessíveis, urbanisticamente planejada, pessoas educadas, prestação de serviço excelente, boas oportunidades de compras (por que não né?) e tudo isso pertinho da gente e bem mais barato do que qualquer grande cidade brasileira!
Essa viagem foi relativamente rápida, eu achei pelo menos! Foram 4 noites, e teve duas intenções: acompanhar o final da viagem de minha irmã e cunhado que debutavam em BsAs e celebrar o aniversário do Alessandro (ohhh que lindo presente! – eu mesma dou e eu mesma acho lindo, hahahaha). O convite veio de Cascavel e eu não levei 2 segundos para aceitar, já sabendo que teríamos pontos para voar! Simbora né?
Sempre que vou para lá faço questão de visitar coisas inéditas, e essas duas últimas viagem (link aqui, embora em fevereiro também fomos link aqui) me pareceram bastante pródigas nesse sentido, em que pese que a divulgação turística da cidade não prima muito por tratar dos atrativos fora do eixo Caminito, Malba, Obelisco, Florida, Tortoni e etc, o que Ricardo Freire chama de lerê lerê turístico (as coisas que devem ser visitas, e que normalmente visitamos da primeira estadia numa cidade, depois de vencidos esses compromissos, as cidades passam a ser muito mais legais!).
Particularmente nessa viagem houve um certo deleite gastronômico, hummmmm! Visitamos alguns cafés e confeitarias fora do circuito tão conhecido, tais como: Confeitaria Los Angelitos; Las Violetas; chá das 5 no Alvear Hotel!
Vamos por partes?
No primeiro dia dedicamos a uma boa caminhada à Recoleta, que começou na galeria do Hotel Alvear (link lindíssimo aqui) onde fomos visitar a loja de chás de Ines Berton Tealosophy (link recomendadíssimo): é uma loja de chás gourmets, desenvolvidos pela própria Ines Berton (que vem a ser um olfato absoluto e uma autoridade internacional no tema). Lá tem praticamente todos os chás com os quais ela trabalha, e olha que ela desenvolve chás para hotéis e restaurantes do mundo todo! Tinha até o delicioso chá que ela desenvolveu para o DOM do Alex Atala! Fomos atendidos pela simática Ines, que não era a Berton, que ia nos abrindo os potes de chá para cheirarmos e nos enfeitiçando com cada um deles! Gostei particularmente do cardápio dos chás, e das descrições poéticas de cada um deles!
Além dos chás, também vendem acessórios como infusores, livros, e outros. A loja é pequenininha, mas rendeu uma experiência linda e um pequeno rombo do cartão. É claro que não é barato, eu estou falando e gourmet e exclusividade, mas primei pela experiência e pelo amor aos chás! Eles têm outra loja em Palermo, maior mas com o mesmo acervo. Além disso, nos carrefours do centro da cidade você pode comprar chás da linha Chamana link e/ou intizem link são também desenvolvidos por ela, e são deliciosos (compro há tempos e adoro! Ando particularmente enamorada do matee – mate earl grey) e um pouco mais econômicos.
Saindo de lá, dedicamos um tempinho a brincar com cachorros que eram cuidados pelos babás de perros com rápida exploração à feira da Praça Francia (link), que nos levou a visitar os jardins dum Centro Cultural, que desembocava no Shopping de Design (link aqui) e nos obrigou a almoçar lá ouvindo boa música e comendo boa comida no HRC (link)!
Não deixamos de dar uma esticadinha preguiçosa até a Floralis Generica e ficar um tempo sentado no solzinho curtindo a vibe do parque – Praça das Nações Unidas, é uma praça? nossa, é cercada! –
Depois disso, a tarde tinhamos programado um tour guiado e teatralizado pela Av de Mayo (linda linda linda linda) link da visita para marcar na agenda hein? que focava nos escritores de uma porção dessa espanhola e lendária avenida! Eu que trato em sala de aula de interpretação do patrimônio adorei sem tirar e nem por a atividade! 🙂 Muitas carinhas felizes! Alguns autores explorados na visita foram: Baldomero Fernandez, Frederico Garcia Lorca – com grande destaque a ele -, Dante (sim, o da Divina Comédia!!!) com direito a roupas de época, teatrinho na rua, música, histórias dos edifícios: tudo primoroso, menos o frio que começou a soprar!
De lá voamos para uma xícara de alguma coisa quente no Cafe de los Angelitos, com seu edifício histórico, garçons cheios de maneirismos e públicos elegante, mas não pretensioso. Saindo de lá, tava na nossa hora de visitar o Museo Fortabart.
[Decidi fazer um post somente com os cafés ok? lá terá mais informações]
Na realidade se chama Colección de Arte Amalia Lacroze de Fortabat (link) e (a exemplo do MALBA) trata-se de uma coleção privada que foi aberta ao público, acomodada em lindo e moderno edifício no Porto Madero. Tem uma ênfase indiscutível na arte argentina, e ao meu ver poderia até ser um memorial dela por ter as obras divididas por períodos e explicar claramente ao visitante cada um desses períodos. Tem audioguia, recomenda que as crianças fiquem sempre de mãos dadas de seus pais e algumas obras tem QR code! Achei isso muito inovador (esse comentário será desatualizada em 5, 4, 3, 2, 1….). Amalia de Fortabat tem alguns lindos retratos expostos lá, lindos também porque era linda (sim morreu há um ano) e foi até objeto artístico de Andy Wahrol, tá tudo lá! Me deleitei com a visão do Chagall, que me fez sentir em Mainz de novo (e em Paris: olha o teto da Opera Garnier que lindo, olha os vitrais da Catedral de St. Stephan em Maiz, de Chagall também) tão delicado, tão azul…
Como o museu fica aberto até as 20h e ficamos até fechar, vocês podem imaginar que as barriguinhas estavam pedindo por uma comidinha já a essa hora né? Fomos jantar lá mesmo no Porto Madero, que é o meu lugar favorito na cidade, mas não sem antes darmos longas caminhadas nos diques! o Eleito foi o Cabaña Villegas (link), onde fomos atendidos pela Hebe e pelo Pedro, com cortesia e simpatia: adoramos tudo e recomendo muito!
Na saída, quando achava que nada mais poderia acontecer, conhecemos uma família de Caruaru (Pe) e ficamos de papo com eles por uma meia hora, gente boa, com quem trocamos informações turísticas de neve e de festa junina! Abraços para Roseana e Ana Paula!
O dia foi longo, cheio de atividades e eu adorei! Já queria mais mais mais.

Lindo Puerto Madero a noite
Ah, que bom encontrar você, Gardel!
Tealosophy
Tealosophy com super zoom: não dá para fotografar a partir de dentro da loja.
Tealosophy, alias tô tomando um chá chamado Mi Patagonia agora mesmo
babás de perros na Recoleta
Linda Recoleta
Recoleta
Recoleta
Recoleta
Recoleta
Recoleta
Recoleta
Recoleta
Recoleta
Recoleta
casais… sem mais legenda…
Av de Mayo
no Hotel Castelar: Av de Mayo
anuncio ‘fileteado’: Av de Mayo
visita guiada, Av de Mayo
visita guiada, Av de Mayo
visita guiada, Av de Mayo
visita guiada, Av de Mayo (Dante)
Edifício Barolo e sua alusão à Divina Comédia
visita guiada, Av de Mayo: todos os lindos atores, num friooo
Congresso
Los Angelitos
Açucar em cubinhos personalizada de Los Angelitos
na saída do Fortabat, P. Madero
Cabaña Villegas, com Hebe e Pedro
Obelisco, super fotogênico
Il Mulino ao lado do Congresso.

E esse foi o nosso dia 1, super cheio! logo mais escrevo sobre o dia 2.

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