Happn e Tinder: app para conhecer destinos e pessoas

Happn e Tinder em viagens – Esse é mais um guest post da minha amiga e viajante incansável Carol sobre suas experiências com os app de encontros Happn e Tinder em viagens. O outro guest post dela está neste link aqui.

Mete brasa Carol! Explica para os leitores como usar Happn e Tinder em viagens.
Olá leitores e leitoras deste BBB (Best Blog Brasileiro). Como estão deste lado da tela? Planejando muitas viagens? Esperamos sempre que sim! Estou invadindo outra vez o blog da Poli para escrever sobre mais um assunto que surgiu no meio de um voo que fizemos juntas: aplicativos de paquera e viagens. Já tem alguns anos que venho percebendo que as formas de se relacionar tem mudado… Seja nas relações familiares, profissionais, círculo de amizades ou naquele “projeto mozão” que muitxs fazem na vida. E isso é bom! Penso ser sinal de que não estamos paradxs no tempo e que cada um/uma, a seu modo, tem encontrado formas de seguir a vida como melhor nos convém. Mas hoje estou aqui para falar deste tal “projeto mozão” que tem relação direta com os diversos aplicativos que têm surgido nos últimos tempos…
Lembro que na época que eu era jovem (cof cof cof) era muito comum estar em ambientes sociais e ser abordada (ou abordar) para que a partir dali um mundo de possibilidades se abrisse: uma nova amizade, um contato de outra escola ou de outro curso quando na universidade, um paquera, um namoro, ou só o desprazer de ter visto que aquela abordagem foi uma perda de tempo…
Com o passar dos anos, passei a perceber que mesmo estando nestes mesmos ambientes isso já não era comum. Me fazia sentir que, na maioria das vezes, havia duas opções: 1) ou você já chegava no ambiente acompanhadx do seu grupo; ou 2) ou você entrava e saía sozinhx, com a única diferença que ao sair estava com umas cervejas a mais no sangue e umas músicas até animadinhas na cabeça.
Para atender aquelxs insatisfeitxs com esta mesma percepção que a minha, surgiram alternativas que buscavam promover encontros e interações que dispensavam a necessidade de estar nestes ambientes e também de “jogar os dados da sorte” pra saber se a abordagem daria certo. Quando eu era jovem (co cof cof pela segunda vez!) lembro de ouvir falar em salas de bate papo e isso me parecia a maior coisa de velhotes e velhotas que não conseguiram nada na pista e foram tentar algo virtual, mas depois de um tempo, já não tão jovem assim, percebi que isto na verdade não era só uma opção para encalhadxs, mas sim uma nova forma de se relacionar que cada vez mais se aperfeiçoa para atender às necessidades sociais e ao perfil do público solteiro. A partir destas salas de bate papo surgiram os inúmeros aplicativos e redes sociais com foco exclusivo de promover interações, tal qual temos nos dias de hoje.
E o que isto tem a ver com as viagens, né? Pois bem…
As formas de se relacionar durante o período de viagens não fugiram dessa regra, porque na verdade estou falando de um comportamento de relações sociais que extrapola a realidade da pequena cidade em que vivo, mas se espalha a nível de mundo e, com a chegada dessas opções, conhecer pessoas (e por meio delas, lugares) durante o período de viagens também passou a ser possível por meio dessas redes e aplicativos.
Conheci os app’s direcionados para isto em 2012 e já os testei em diferentes lugares e quase sempre isso ainda me rende boas experiências e histórias.
Tudo começou num churrasco em que uma amiga veio com a novidade do Tinder e fez com que todxs os presentes baixassem o app. Na ocasião ríamos do assunto e das pessoas que também víamos usando, pois ele rastreava de acordo com a distância e, como moramos em uma cidade pequena, era comum que as opções que nos apareciam fossem de pessoas que já conhecíamos da realidade real e não da virtual…
Passado um tempo e já com mais habilidade no App, fomos descobrindo um universo de aplicativos e possibilidades, em que cada um deles permitia com que os filtros e interesses fossem mais precisos às nossas vontades. Então, aquela velha tática de “jogar os dados da sorte” e por fim concluir que foi um desperdício de tempo foi ficando cada vez menos provável, já que era possível ter uma interação virtual antes mesmo de conhecer a pessoa.
Quando baixei o Tinder em 2012 (App criado nos Estados Unidos neste mesmo ano) e passado o período de descoberta na pacata cidade em que moro, eu o testei logo no litoral quando viajei com uma amiga. Foi muito bacana conversar com muitas pessoas de lá ou que só estavam à passeio como nós, e mais bacana ainda era saber que eu não tinha “queimado um look” pra sair com um carinha que fisicamente era bonito, mas que para bater papo e trocar ideias parecia uma porta…
Desta primeira experiência, conversei com muitas pessoas sobre os mais diversos assuntos e cheguei a sair com alguém que não era da cidade, mas trabalhava há alguns anos na região e deu altas dicas de coisas para conhecer, comer e beber que fugiam daqueles tradicionais que estavam no circuito mais turístico. Ao término da viagem, continuamos nossas interações e elas duraram 3 meses entre mundo real e virtual.
Depois disso, percebi que foi muito válido a experiência conectada ao App, porque conversei por muito tempo, mesmo no pós viagem, com muitas pessoas e imaginei que esta rede de relações poderia se ampliar em pequenas outras viagens que eu fazia.
Teve vários contatos via Tinder nos mais variados destinos em que estive, dos mais cômicos, aos mais tristes e com distintos níveis de intensidade e, como sou uma apaixonada por pessoas, pude conhecer um pouco mais sobre o ser humano em si, sobre diferentes realidades, experiências de vida e mundo e isso me soa muito gratificante, o que me faz ainda ser uma usuária da rede.
Em 2015 surgiu na França o Happn, que permitia demonstrar interesse com pessoas que cruzaram seu caminho e, na mesma perspectiva do Tinder, o App visava promover interações a partir do mundo virtual. Baixei o aplicativo no mesmo ano e passada a fase da descoberta com a novidade, foi o momento de testá-lo durante às viagens. Na ocasião eu tinha recém mudado para uma cidade maior que a minha de origem e as combinações, a partir dos filtros que eu escolhi, me permitiam conhecer um pouco mais da minha nova cidade e das cidades para onde eu viajava a trabalho. Foi muito bacana saber de restaurantes legais, parques e praças e até mesmo a programação cultural desses lugares e, quando o assunto rendia um pouco mais, eu efetivamente me motivava a conhecer meus interlocutores… HEHE…
Das experiências com este App, a mais engraçada delas foi a que tive em uma viagem de férias com as minhas amigas para o Uruguai e, além de ter conhecido pessoalmente um monte de pessoas (literalmente, né meninas?), nós visitamos uma série de lugares no país que foram dicas que estes contatos montevideanos nos deram. Eram dicas de praias, restaurantes, parques e até monumentos como o “El Águila” em Villa Argentina.
Assim como com o Tinder, usar o Happn durante as viagens tem sempre me rendido boas experiências, porque além de conhecer pessoas, me permito também conhecer os destinos a partir da ótica dessas que geralmente são locais e conhecem coisas que muitos guias de viagens não nos mostram e guias de turismo não nos contam.
Ao escrever este texto me permiti fazer um fast remember pelas diferentes latitudes que percorri desde 2012 e contatos que estabeleci a partir dos aplicativos. Foram muitos assuntos compartilhados, muitos planos e risadas, muitas amizades feitas e que duram até hoje, foram muitas paqueras que rolaram e até teve aquele lance de amor que por enquanto está impossível, sabe? HEHE
Acho válido deixar cair aquele preconceito de que estas opções virtuais são coisas para velhotes e velhotas encalhadxs, como eu tinha há alguns anos atrás, porque isto na verdade não está com nada. Conheço pessoas que conheceram-se pelo Tinder durante uma viagem e se casaram (e foi lindo eu ter sido convidada para compartilhar isso); conheço pessoas que se conheceram pelo Happn e viveram/vivem uma linda história de amor pela Europa; conheço pessoas que gostam de pessoas e seguem pelos aplicativos e fora deles se permitindo, porque isso sim é que pode ajudar a fazer com que o “projeto mozão” saia do papel e ganhe as ruas das cidades pelo mundão a fora!
Só lembrando que estes aplicativos (Happn e Tinder) são uma oportunidade distinta para conhecer pessoas e lugares durante as viagens, então cabe mencionar que assim como em qualquer outro caso, é preciso conhecer bem com quem se está falando e por questões de segurança, se surgir a vontade de sair com quem está do outro lado da telinha, é importante manter alguém de confiança informadx sobre seu paradeiro e companhia.
Espero, a partir das experiências que relatei com Happn e Tinder, tê-lxs incentivado a dar uma chance para conhecer o novo (aplicativo, destino, pessoas e experiências).
Embora o texto divertido seja da Carol, as fotos são minhas tá?
Já usou o happn e tinder em viagens? Como foi?
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